Você teme Deus?
Jô 1.1-22

 

  • Introdução:

 

  • Com certeza a vida hoje está mais dura do que tempos atrás.
  • Se tivesemos um olhar egoísta seria esta a nossa conclusão.
  • Mas em todos os tempos a vida não foi fácil pelo contrario sempre tivemos situações difíceis e vivemos momentos de dor.
  • O mundo esta vivendo momentos duros e de grande dor.
  • Mas nossa situação não e diferente ou menor do que acontecia a anos atrás pelo contrario vivemos da mesma forma.
  • Um dos poetas românticos que se deixou insuflar pelo conflito entre a fé cega  e a razão esclarecedora foi o poeta, gravurista e pintor William Blake (1757-1827), autor de poemas épicos, líricos, pinturas, gravuras e afrescos. As Ilustrações do Livro de Jó, objeto deste trabalho, são a recriação do Livro de Jó na forma de um poema iluminado e gravado pelo próprio autor em placas de cobre. Às vezes alinhado com os pré-românticos ingleses da .Graveyard School.
  • No mundo atual uma das definições do que vivemos foi extraída da visão de um homem chamado William Blake no seu livro As Ilustrações do Livro de Jô,  ambigüidades na definição bíblica do mal para compor seu poema Ilustrações do Livro de Jó, no qual o mal é transformado em potencial criativo e poiesis renovadora.
    • Ricoeur atribui ao paradoxo das três afirmações contraditórias mas aceitas pela teologia (Deus é todo-poderoso; sua bondade é infinita; o mal existe), é traduzido para os termos da sua poesia, do Gênio Poético, mostrando que além de transgredir pelo seu possível afastamento das máximas morais . o .mal radical. de Kant -, sua poesia iluminada transgride pela não observância das fronteiras entre os gêneros: literatura/texto sagrado, poesia/pintura, letra/ iluminura.
    • As Ilustrações do Livro de Jó foram uma tentativa do poeta, gravurista e pintor William Blake de compartilhar com seus leitores as suas visões p(r)o(f)éticas por meio de uma leitura que já não reclama para si esse nome, uma leitura que já se torna visão, uma visão que já se torna inspiração, como diz o poeta no prefácio a Milton A Poem in Two Books: .Oxalá todo o povo de Israel fosse Profeta..
    • O mal se torna, por efeito desta leitura/visão/inspiração, um estado que deve ser materializado pela poesia iluminada, pela palavra e pela imagem, para se tornar Gênio Poético. Como o mal radical kantiano, o Gênio Poético é transgressor, porque criativo, como nos incita o poeta a observar: .Como sabeis que cada Pássaro que fende os ares não é um imenso mundo de deleite, encerrado por vossos sentidos, os cinco?. (Blake 1995: 23)
  • Introdução ao livro:

 

Jó é um dos livros sapienciais e poéticos do AT; “sapiencial”, porque trata profundamente de relevantes assuntos universais da humanidade; “poético”, porque a quase totalidade do livro está elaborada em estilo poético. Sua poesia, todavia, tem por base um personagem histórico e real (ver Ez 14.14,20) e um evento histórico e real (ver Tg 5.11). Os fatos do livro se desenrolam na “terra de Uz” (1.1), que posteriormente veio a ser o território de Edom, localizado a sudeste do mar Morto, ou norte da Arábia (cf. Lm 4.21). Assim sendo, o contexto histórico de Jó é mais árabe do  que judaico. 
Há duas datas importantes relacionadas a Jó: (1) a data do próprio Jó e dos eventos descritos no livro; e (2) a data da escrita inspirada do livro. Certos fatos indicam que Jó viveu por volta dos tempos de Abraão (2000 a.C.) ou até antes. Os fatos mais destacados são: (1) ele ter vivido mais 140 anos após os eventos do livro (42.16), o que sugere uma duração de vida de quase 200 anos (Abraão viveu 175 anos); (2) suas riquezas eram calculadas em termos de gado (1.3; 42.12); (3) sua atividade como sacerdote da família, idêntica à de Abraão, Isaque e Jacó (1.5); (4) a família patriarcal como unidade social básica, semelhante aos dias de Abraão (1.4,5, 13); (5) as incursões dos sabeus (1.15) e dos caldeus (1.17), que se encaixam na era abraâmica; (6) o uso freqüente (trinta e uma vezes) do nome patriarcal comum de Deus, Shaddai (“O Onipotente”), e (7) a ausência de referência a fatos da história israelita ou à lei mosaica também sugere uma era pré-mosaica (i.e., antes de 1500 a.C.).
Há três diferentes pontos de vista sobre a data da escrita deste livro. Talvez tenha sido escrito: (1) durante a era patriarcal (c. 2000 a.C.), pouco depois da ocorrência dos eventos citados, e talvez pelo próprio Jó; (2) durante o reinado de Salomão ou pouco depois (c. 950—900 a.C.), pelo fato de o estilo literário do livro assemelhar-se ao da literatura sapiencial daquele período; ou (3) durante o exílio de Judá (c. 586—538 a.C.), quando, então, o povo de Deus procurava entender teologicamente o significado da sua calamidade (cf. Sl 137). Se não foi o próprio Jó, o escritor deve ter obtido informações detalhadas, escritas ou orais, oriundas daqueles dias, as quais ele utilizou sob o impulso da inspiração divina para escrever o livro na feição em que o temos. Certas partes do livro vieram evidentemente da revelação direta de Deus (e.g. 1.6—2.10). 


Propósito:


O livro de Jó lida com a pergunta dos séculos: “Se Deus é justo e amoroso, por que permite que um homem realmente justo, tal como Jó (1.1, 8) sofra tanto?” Sobre esse assunto o livro revela as seguintes verdades: (1) Satanás, como adversário de Deus, teve permissão para provar a autenticidade da fé de um homem justo, por meio da aflição, mas a graça de Deus triunfou sobre o sofrimento, porque Jó permaneceu firme e constante na fé, mesmo quando parecia não haver qualquer proveito em permanecer fiel a Deus. (2) Deus lida com situações demais elevadas para a plena compreensão da mente humana (37.5). Nesses casos, não vemos as coisas com a amplitude que Deus vê e precisamos da sua graciosa auto-revelação (38—41). (3) A verdadeira base da fé acha-se, não nas bênçãos de Deus, nem em circunstâncias pessoais, nem em teses formuladas pelo intelecto, mas na revelação do próprio Deus. (4) Deus, às vezes, permite que Satanás prove os justos mediante contratempos, a fim de purificar a sua fé e vida, assim como o ouro é refinado pelo fogo (23.10; cf. 1 Pe 1.6,7). Tal provação resulta numa maior integridade espiritual e humildade do seu povo (42.1-10). (5) Embora os métodos de Deus agir, às vezes, pareçam contraditórios e cruéis (conforme o próprio Jó pensava), ver-se-á, no fim, que Ele é plenamente compassivo e misericordioso (42.7-17; cf. Tg 5.11). 


Visão Panorâmica:


Há cinco divisões distintas no livro de Jó: (1) o prólogo (1—2), que descreve a calamidade de Jó e a causa subjacente disso; (2) três ciclos de diálogo entre Jó e os seus três amigos, nos quais estes buscam, na mente humana, respostas para o sofrimento de Jó (3—31); (3) quatro monólogos de Eliú, um homem de menos idade que Jó e seus três amigos. Estes monólogos contêm certo vislumbre de compreensão do significado (mas não a causa) do sofrimento de Jó (32—37); (4) o próprio Deus, que fala a Jó da sua ignorância e das suas queixas e ouve a resposta de Jó à sua 
revelação (38.1—42.6); (5) o epílogo (42.7-17), com a restauração de Jó. O livro de Jó está escrito em forma poética, com exceção do prólogo, do trecho 32.1-6a, e do epílogo. No cap. 1, temos Jó como um homem justo e temente a Deus (1.1, 8) e o mais importante de todos do Oriente (1.3). Repentinamente, uma série de grandes calamidades destruiu seus bens, seus filhos e sua saúde (1.13-22; 2.7-10). Jó ficou totalmente desorientado, sem saber que estava envolvido a fundo num conflito entre Deus e Satanás (1.6-12; 2.1-6). Os três amigos de Jó — Elifaz, Bildade e Zofar — chegaram para consolar Jó, mas, em vez disso, passaram a debater com ele sobre o porquê dos seus infortúnios. Insistiam que, pelo fato de Deus ser justo, os sofrimentos de Jó evidentemente eram castigos por seus pecados ocultos, e que o seu único recurso era o arrependimento. Jó rejeitou essas respostas preconcebidas, afirmou a sua inocência e confessou sua incapacidade de compreender sua situação (3—31). Eliú apresentou outra perspectiva, a saber, que o sofrimento de Jó tinha a ver com o propósito divino de purificar Jó ainda mais (32—37).Finalmente, todos se calaram, inclusive Jó, enquanto o próprio Deus falou com ele da sua sabedoria e poder como Criador. Jó confessou, arrependido e humilhado, sua ignorância e pequenez (38—41). Quando Jó arrependeu-se de estar argumentando com o Todo-poderoso, (42.5,6) e orou por seus amigos que o tinham magoado profundamente (42.8-10), foi liberto da sua prova de fogo e duplamente restaurado (42.10). Além disso, Jó foi vindicado quando Deus declarou que o patriarca tinha falado a respeito dEle “o que era reto” (42.7). Os dias subseqüentes de Jó foram mais abençoados do que os anteriores à sua aflição (42.12-17). 


Características Especiais:


Sete características principais assinalam o livro de Jó. (1) Jó, um habitante do norte da Arábia, foi um não-israelita justo e temente a Deus, que talvez tenha existido antes da família de Israel, e do seu concerto com Deus (1.1). (2) Este livro é o mais profundo que existe sobre o mistério do sofrimento do justo. (3) Revela uma dinâmica importante, presente em toda prova severa dos santos: enquanto Satanás procura destruir a fé dos santos, Deus está operando para depurá-la e aprofundá-la. A perseverança de Jó na sua fé permitiu que o propósito de Deus prevalecesse sobre a expectativa de Satanás (cf. Tg 5.11). (4) O livro é de valor inestimável pela revelação bíblica que contém sobre assuntos-chaves tais como: Deus, a raça humana, a criação de Satanás, o pecado, o sofrimento, a justiça, o arrependimento e a fé. (5) Boa parte do livro ocupa-se da avaliação teológica errônea que os amigos de Jó fizeram do sofrimento deste. A repetição freqüente desta avaliação errônea no livro talvez indique tratar-se de um erro comum entre o povo de Deus; erro este que exige correção. (6) O papel de Satanás como “adversário” dos justos, o livro de Jó o demonstra mais do que em qualquer outro livro do AT. Entre as dezenove referências nominais a Satanás no AT, quatorze ocorrem em Jó. (7) Jó demonstra com toda clareza o princípio bíblico de que os crentes são transformados pela revelação, e não pela informação (42.5,6). 


O Livro de Jó e Seu Cumprimento no NT


O Redentor a quem Jó confessa (19.25-27), o Mediador por quem ele anseia (9.32,33) e as respostas às suas perguntas e necessidades mais profundas, todos têm em Jesus Cristo o seu cumprimento. Jesus identificou-se inteiramente com o sofrimento humano (cf. Hb 4.15,16; 5.8), ao ser enviado pelo Pai como Redentor, mediador, sabedoria, cura, luz e vida. A profecia da parte do Espírito sobre a vinda de Cristo, temo-la mais claramente em 19.25-27. Menção explícita de Jó, temos duas vezes no NT: (1) Uma citação (5.13, em 1 Co 3.19) e (2) uma referência à perseverança de Jó na aflição e o resultado misericordioso da maneira de Deus lidar com ele (Tg 5.11). Jó ilustra muito bem a verdade neotestamentária de que quando o crente experimenta perseguição ou algum outro severo sofrimento, deve perseverar firme na fé e continuar a confiar naquele que julga corretamente, assim como fez o próprio Jesus quando aqui sofreu (1 Pe 2.23). Jó 1.6—2.10 é o mais detalhado quadro do nosso adversário, juntamente com 1 Pe 5.8,9. 

 

  • Narrativa:

 

Quem era Jó ?

  • Jó foi considerado pelo próprio DEUS como um dos três homens mais piedosos de todos os tempos (Ez 14.14) (até a época de Ezequiel).
  • Seu nome significa "Voltado para DEUS" e é uma revelação fiel de sua pessoa. Um homem, que apesar de viver em um tempo sem muita revelação de DEUS, pôde provar ao maior inimigo de nossas almas, Satanás, que o homem, por mais cheio de defeitos que seja, mesmo assim, pode ser fiel a DEUS, apesar das provações que por certo virão em seu viver terreno; pois tem os olhos do entendimento voltados para seu autor e consumador da fé, JESUS CRISTO, o remidor de nossas almas.
  • Como testemunho de sua história real temos Ezequiel 14.20 e Tg 5.11, provando que tanto no Antigo como no Novo Testamentos a palavra de DEUS dá testemunho da fidelidade de seu servo. Também o próprio inimigo tenta  provar o que ele mesmo testemunhou "In Loco", ou seja estava lá para ficar "vermelho de raiva" por ver a fidelidade e amor de Jó por seu criador. 
  • Ambiente histórico e geográfico do livro
  • É importante fazer uma distinção entre o tempo em que Jó viveu e o tempo quando o livro de Jó foi escrito.
  • Jó aparentemente viveu durante o tempo dos patriarcas, possivelmente perto do tempo de Abraão.
  • Autoria do livro de Jó
  • Como se observou acima, é quase certo que o livro de Jó não foi composto no mesmo tempo em que a personagem histórica viveu.
  • O autor não se identifica e temos pouca evidência sobre a qual basear mesmo uma boa suposição.
    • Sugestões de escritores especialistas incluem Moisés, Salomão, Isaías, Jeremias, Baruque e o próprio Jó.
    • Há quem tenha sugerido que o autor viveu nos dias depois do exílio.
  • Naturalmente, mesmo que não saibamos explicitamente quem escreveu o livro de Jó, a consideração importante é que ele foi inspirado. Se aceitarmos o livro como inspirado, então ele faz parte da palavra de Deus e a pessoa específica que compôs o livro não é importante.
  • 2- Sua Terra Natal.
  • A localização da "terra de Uz" é incerta. Há duas possibilidades principais:
    • Uz era a descrição de uma área entre Damasco e o rio Eufrates e na orla do deserto Arábico.
    • Uz era localizada na fronteira de Edom, no deserto Arábico. Esta possibilidade coloca Jó mais perto das localizações comumente aceitas para os lugares de origem dos três amigos.
  • 3- A época em que viveu.
  • Jó aparentemente viveu durante o tempo dos patriarcas, possivelmente perto do tempo de Abraão.
  • Podemos concluir este fato pelas seguintes informações:
    • Não há no livro referências claras à lei de Moisés ou suas instituições. Isto seria incomum se Jó vivesse virtualmente em qualquer tempo depois de Moisés.
    • Jó oferece sacrifícios em favor de sua família, uma prática característica dos dias patriarcais, quando não havia sacerdócio estabelecido comparável com aquele sob a lei mosaica.
    • A provável duração da vida de Jó se ajusta bem ao tempo de vida comum dos patriarcas.
    • Parte da linguagem (mesmo o uso de certas palavras) sugere um ambiente nos dias patriarcais.
    • Dever-se-á notar que a força de alguns argumentos depende em parte da localização da terra de Uz.
  • Propósito do livro
    • Naturalmente, o livro inteiro trata do problema da dor e do sofrimento. Jó volta-se particularmente para o problema do sofrimento inocente.
    • Ao mesmo tempo, parece que este problema é ocasião para uma lição sobre viver pela fé. O livro é uma afirmação da glória e perfeição do Senhor, aquele que é digno de ser adorado e louvado. Observe que a acusação de Satanás concernente ao "serviço egoísta" de Jó é, na realidade, uma acusação contra o próprio Deus. Satanás está afirmando que não há outra razão para um homem servir a Deus se não pelas bênçãos físicas e assim Deus precisa subornar o homem com bênçãos materiais para receber adoração dele. A fidelidade de Jó no meio da tribulação prova ser a defesa do Senhor.
  • A provação de Jó (1:13-22; 2:7-8)
    • Perda dos bens materiais.
    • Perda dos membros da família.
    • Perda da saúde.
    • Alguém poderia sugerir que a doença de Jó possa ter sido uma forma muito severa de lepra, também conhecida como elefantíase-dos-gregos. Esta é conhecida algumas vezes como lepra negra, porque a pele fica enegrecida.
    • Qualquer que fosse a doença, parece claro que Jó sofreu com ela durante algum tempo e que foi muito séria e penosa. Alguns dos seus sintomas e efeitos podem ser deduzidos das passagens seguintes: 2:7-8, 12; 3:24-25; 7:4-5, 13-15; 19:17, 20; 30:17-18, 30.
    • A "cinza" mencionada em 2:8 é uma referência ao lugar fora da cidade onde estrume e outros resíduos seriam descarregados e periodicamente queimados. É bem provável que Jó tenha escolhido seu lugar ali porque sua doença tornava-o indesejável na aldeia.  
    • Apesar de seus sofrimentos Jó não se esqueceu daquele que lhe deu tudo e reconhecer isso bendizendo a DEUS. Isso é a mais clara declaração de Mordomia Cristã; estamos na terra e tudo o que possuímos é de DEUS? Lembramos de agradecer-lhe sempre?
    • Pela inspiração do Espírito Santo, o testemunho de Jó prenunciava Jesus Cristo como o Redentor que viria salvar seu povo do pecado e da condenação (Rm 3.24; Gl 3.13; 4.5; Ef 1.7; Tt 2.14), livrar os seus do medo da morte (Hb 2.14,15; Rm 8.23), dar-lhes a vida eterna (Jo 3.16; Rm 6.23), livrá-los da ira vindoura (1 Ts 1.10) e publicamente vindicá-los (Ap 19.11-21; 20.1-6). Aqui, Jó estava predizendo a manifestação visível desse Redentor divino.(Embora não o conhecesse, isso é fé justificadora).
  • A Prosperidade de Jó
    • O rico Jó (1:1-5)
    • Ele tinha dez filhos.
    • Sua Proverbial Riqueza.
    • E era o seu gado sete mil ovelhas, e três mil camelos, e quinhentas juntas de bois, e quinhentas jumentas; era também muitíssima a gente ao seu serviço.
    • São as bênçãos de Jó que ressaltam sua futura pobreza e sofrimento
    • Seu Status Social.
    • Jó era abençoado a ponto de ser a mais grandiosa de todas as pessoas do oriente.  
    • Sua influência não era apenas política, mas também religiosa, social e financeira.
  • Confrontação no céu (1:6-12; 2:1-6)
    • Na primeira confrontação de Satanás com Deus, Satanás acusa Jó de possuir uma piedade interesseira.
    • Satanás sustenta que se Jó for privado de suas bênçãos materiais, ele cessará de servir ao Senhor.
    • O Senhor concede a Satanás poder para retirar tudo o que Jó tem, mas impede-o de ferir a pessoa de Jó.
    • Na segunda confrontação, quando defrontado com a fidelidade de Jó, Satanás afirma que Jó renunciará ao Senhor uma vez que sua pessoa real tenha sido afetada.
    • Deve-se notar que:
    • Satanás não tem poder para afligir Jó, a menos que Deus lho permita.
    • Satanás, mesmo no seu desejo de tentar destruir, realmente serve aos propósitos de Deus.  
    • Um Homem Sincero.
    • Sem Cera, sem Hipocrisia, Era luz no meio das trevas, falava a verdade sempre.
    • Reto.
    • Era como um Prumo, Não se desviava nem para a direita e nem para a esquerda, não andava à roda de escarnecedores, honesto em seus deveres e negócios.
    • Temente a DEUS
    • A sabedoria vem daí. O temor do Senhor traz sabedoria. É ter os pensamentos voltados para DEUS 24 horas por dia. É vigiar e estar atento à voz de DEUS sempre.
    • Que Se Desvia Do Mal.
    • O servo do Senhor deve se desviar do mal e não enfrentar o mal. Fugi de toda a aparência do mal é a ordem para nós. Resisti ao Diabo e ele fugirá de vós; veja que espiritualmente nós resistimos às armadilhas de Satanás e materialmente fugimos de toda a aparência do mal para que não venhamos a cair nas astutas ciladas do inimigo.
  • Um Pai De Família Exemplar
    • Um pai que exercia o sacerdócio em seu Lar, orando, intercedendo e sacrificando a DEUS pelos seus filhos. Parece que seus filhos não davam muito valor à educação que recebiam, pois viviam em festas e não foram salvos da destruição como foi Jó, seu pai, que mesmo pedindo para morrer escapou da morte, pois DEUS em sua infinita sabedoria o poupou, pois tinha coisas melhores e mais excelentes preparadas para seu servo que provou ser fiel, se afastando do mal e temente a DEUS. 
    • O justo Jó (1:1-5)
    • Jó é apresentado como um homem de destacado caráter espiritual. Ele é descrito assim: aquele que era inculpável, reto, temia a Deus e repelia o mal.
    • Jó oferecia regularmente sacrifícios por seus filhos, caso algum deles tivesse "amaldiçoado a Deus."
    • A idéia de blasfêmia ou desafio a Deus é um pensamento demasiado forte para o significado desta frase. A palavra traduzida literalmente se refere à bênção que acompanhava a partida de um visitante (veja Gênesis 31:55; Josué 22:6).
    • Jó estava preocupado com que seus filhos pudessem ter se apartado de Deus em seus corações, isto é, esquecido Deus e sua presença no meio de suas vidas diárias.
    • Esta descrição de Jó é especialmente importante à luz de acusações posteriores pelos seus três amigos.

Frase de transição:

 

O que nos faz temer a Deus?

 

  • I - O que Somos e temos.

 

  • A vida de Jó é marcada em sue início por aquilo que ele é: íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.
    • Tinha família, prospera e abençoada.(2,4,5)
    • Tinha muitas posses. 3
    • Era alvo do poder de Deus.(6,7)
    • Era alvo da inveja de Satanás(8-12)
  • Nossa vida aqui na terra sempre é marcada por aquilo que somos.
  • É impossível olhar o homem e intender que o que ele é representa a verdade de seu coração.
  • As vezes segredos se escondem por trás da aparência e o teste aqui de Satanaz reflete esta pesquiza na vida de Jó.
  • Nos somos todos os dia pesquizados pela condições que vivemos e somos investigados por satanás sobre nossas condições de vida.
  • Agora o que somos não deve fazer de nós superpoderosos.
  • Escondermos atrás de uma aparência ou de uma qualidade não nos isenta de sofrermos uma ação de Deus.

Antítese do que somos em Filipenses:

  • Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes Nele.( Fl  1. 29)
  • Filipenses 4. 11-12.
  • Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como realizar.(Fl 2. 13)

 

  • II - As nossas atitudes.
  • Jó ao saber o que havia lhe acontecido tomou a seguintes atitudes:
    • Rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorrou a Deus.(20)
    • Nú vim e nú vou voltar. O Senhor deu o Senhor Tira bendito seja o Senhor.(21)
    • Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.
  • Qual seria nossa atitude diante de tudo isto que viveu Jó:
  • Muitos hoje por muito menos entreguam tudo e simplesmente desiste de tudo.
  • A vida é cercada de altos e baixos que muitas vezes nos tendem só enganar e nos esmagar.
  • É quase que impossível viver uma vida de retidão diante do caos que vivemos?
  • Não se tomamos a atitude correta.
  • Devemos entender que podemos superar até o esperado.
  • Só não supera o que não tem mais solução? Não até o que não tem solução pode ser superado.

 

Antítese das nossas atitudes em Filipenses:

 

  • Vivei acima de tudo por modo digno do evangelho de Cristo.... 1.27
  • Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. 2.5
  • Fazei tudo sem murmurações nem contendas. 2.14
  • Quanto ao mais irmãos alegrai-vos no Senhor. 3.1
  • Permanecei firmes no Senhor. 4.1
  • Alegrai-vos sempre no Senhor. 4.4
  • Tudo posso naquele que me fortalece. 4.13

 

  • Conclusão:

O que nos faz temer a Deus?
Não podemos de forma nenhuma nos fortalecermos naquilo que somos ou desajamos de ser pois isto pode ser nossa fraqueza, pode ser nossa derrota. Temos que sim possuídos de temor olhar para Deus e ver que ele o autor e consumador tem todo domínio e soberania sobre nós. Nossa atitudes deve ser marcada em momentos de grande dificuldade por atitudes positivas e voltadas para Deus. Esmorecer é humano e se entregrar é simplesmente loucura pois é Deus que nós fortalece.

 

  • Aplicação:

 

O que te faz temer a Deus?
Qual tem sido sua atitude diante das situações da vida?

 

Total Management

"Não ore para ter vida fácil! Ore para ser mais forte! Não ore por tarefas que se igualem às suas forças; ore por forças que se igualem às suas tarefas! Então, o cumprimento de seu trabalho não será um milagre, pois o milagre será você mesmo. Todos os dias você ficará maravilhado pela riqueza da vida que lhe sobreveio pela graça de Deus." (Phillips Brooks)